Artigo original escrito por Yusuf Khan, O Wall Street Journal

Yusuf Khan, Jornal de Wall Street

Este artigo explora o forte contraste entre a forma como as ações judiciais relacionadas ao clima estão se desenrolando na Europa e nos Estados Unidos. Na Holanda, o banco holandês ING está sendo processado pelo grupo ambientalista Milieudefensie por não tomar medidas suficientes para lidar com seu impacto climático, particularmente na forma como financia projetos de combustíveis fósseis. Isso segue uma tendência crescente na Europa, onde as empresas estão sendo cada vez mais responsabilizadas legalmente por não cumprirem suas responsabilidades climáticas, evidenciada por litígios anteriores contra a gigante petrolífera Shell.

Nos EUA, porém, o cenário jurídico se inverteu. Empresas e organizações têm maior probabilidade de enfrentar processos judiciais por serem excessivamente proativas em seus compromissos climáticos. Gestores de ativos, organizações sem fins lucrativos como o Greenpeace e empresas focadas em sustentabilidade têm sido alvos — acusados ​​de negligenciar deveres fiduciários ou de se envolver em estratégias de investimento com motivação política. Iniciativas regulatórias, como as regras de divulgação climática propostas pela SEC, também enfrentaram resistência jurídica, resultando em atrasos e incertezas.

O artigo destaca o complexo dilema enfrentado por corporações globais que operam em ambas as jurisdições. Enquanto as empresas europeias correm o risco de litígios por não fazendo o suficiente, os seus homólogos norte-americanos enfrentam ameaças legais por fazendo demaisEssa polarização jurídica e política está levando muitas empresas a prosseguirem com cautela em seus compromissos públicos com o clima, mesmo com a pressão crescente de partes interessadas e órgãos reguladores. Em última análise, o artigo destaca o papel crescente dos tribunais na definição do futuro da responsabilidade climática corporativa — muitas vezes de maneiras contraditórias, dependendo da região.

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